quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O que é a publicidade?

Como o nosso blogue se dedica a comentar publicidades, decidimos esta semana definir em que consiste a publicidade. O que é, afinal, a publicidade?

O poder da publicidade vai além da sua capacidade de vender e persuadir. O poder singular da publicidade consiste na sua capacidade de construir e manter marcas de sucesso duradouro criando entidades perceptuais que refletem os valores, sonhos e fantasias do consumidor.
A publicidade desempenha um papel primordial no molde da imagem de uma marca.Os publicitários estão cada vez mais conscientes da importância da identidade de uma marca (os termos “imagem da marca” e “identidade da marca” são equivalentes). Sem identidade, um produto seria simplesmente um produto, e não uma marca distinta.

O posicionamento da marca é aquilo que os publicitários querem que a marca represente no mercado e na mente do consumidor. Em geral, o posicionamento da marca compreende e canaliza a essência da mitologia global da marca.

Qual o papel da Publicidade no posicionamento da marca na mente do consumidor?

A publicidade é o meio que permite que o anunciante entre na cabeça do consumidor para provar e estabelecer o posicionamento da marca transmitindo a sua mensagem diferenciadora (baseada no produto e/ou de ordem emotiva e psicológica). A publicidade faz isto ao criar uma mitologia da marca que transmite importantes benefícios baseados no produto ou de cunho emocional/psicológico, que por sua vez servem para posicionar a marca, tanto no mercado quanto na mente do consumidor. Embora o posicionamento da marca, às vezes, possa ser transmitido ou reforçado pela embalagem, pelo preço, pelas promoções e assim por diante, o papel predominante neste processo cabe justamente à publicidade. E mais, a publicidade possibilita que os anunciantes superem os posicionamentos no mercado, que se baseiam nos atributos e vantagens físicas do produto. Permitindo que o anunciante penetre na mente do consumidor, a publicidade também nos possibilita criar poderosos posicionamentos emocionais/psicológicos que mexem com as emoções e os sentimentos do consumidor. A maioria das marcas de sucesso duradouro tem em geral uma posição e uma mitologia de marca que vão além do produto físico. Elas procuram combinar os atributos/benefícios físicos do produto com os benefícios emocionais/psicológicos.

A publicidade é um instrumento assim tão poderoso?

A publicidade continua a ser o instrumento mais poderoso que o mundo dos negócios tem para criar e manter marcas. O uso mais eficiente da publicidade consiste em criar marcas fortes e duradouras – e não em conseguir metas de vendas ou resultados a curto prazo com as promoções, ofertas-relâmpago e outras técnicas que, de facto, muitos gerentes já começam a usar. A publicidade que cria a reputação das marcas, entretanto, continua a ser o melhor remédio a longo prazo para marcas doentes. Muitas vezes a publicidade que cria a marca serve para melhorar as vendas a curto prazo, mas o poder fundamental desta criação e manutenção da marca está na sua possibilidade de render juros e dividendos a longo prazo na forma de vendas constantes e fidelidade por parte do consumidor muito depois de a poeira da campanha publicitária assentar.
A publicidade criadora de marcas serve para construir e manter marcas fortes e duradouras criando um inventário perceptual de imagens, sensações e associações com a marca. A publicidade criadora de marcas humaniza uma marca criando uma identidade e uma personalidade de marca específicas. Ela forja um vínculo emocional entre a marca e o consumidor.

Fonte: A CRIAÇÃO DE MITOS NA PUBLICIDADE
Autor: Sal Randazzo

Na nossa opinião só se pode criar uma boa publicidade se o criativo estiver atento ao posicionamento da marca. Um publicitário tem de saber transmitir através de um anúncio a verdadeira identidade da marca. Porém, o que distingue uma boa publicidade de uma má publicidade é, precisamente , o facto de alguns publicitários não saberem combinar os atributos/benefícios físicos do produto com os benefícios emocionais/psicológicos. Daí surgirem publicidades muito IN e outras muito OUT.

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